Terra do
sol, paraíso das águas!
Situada no litoral nordeste do Brasil,
Maceió é a capital do estado
de Alagoas. Com uma população
em torno de 800 mil habitantes, tem uma
economia baseada na agroindústria
canavieira. Nos últimos anos, entretanto,
despertou para o seu imenso potencial turístico.
Praias de areia fina e mar cristalino, lagoas
e mangues que formam um verdadeiro santuário
ecológico. Tudo isso há menos
de 20 minutos do centro da capital.
Maceió:
O nome não diz muito. Nem todos
sabem que a palavra Maceió surgiu
graças à um engenho de cana
de açúcar denominado Macaió,
palavra indígena que significa originalmente
Terra Alagada. O significado turístico
da palavra, no entanto, praticamente todos
sabem: Pedacinho do Paraíso. Esta
poderia ser a verdadeira tradução
para Maceió, a capital de Alagoas,
pois ela é um daqueles raros lugares
dos quais ninguém consegue deixar
de gostar. E não se trata apenas
do clima, ou das praias, ou da areia. Existe
algo mais que fascina todo mundo, meio difícil
de definir, mas tão convidativo como
as folhas de um coqueiro dançando
ao sabor da brisa, em frente ao mar.
De uma forma geral, a maioria das cidades
turísticas investe principalmente
nas zonas mais freqüentadas, litorâneas
e deixam em segundo plano o coração
da cidade. Nós temos o hábito
de procurar conhecer não somente
as vitrines turísticas de cada lugar
por onde passamos, mas também as
partes menos glamourosas, e por isso podemos
afirmar que, dentre todas as capitais do
nordeste, Maceió é provavelmente
a que possui o centro mais bem tratado.
Um ótimo calçadão percorre
grande parte da zona central, e uma caminhada
por aqui nos permite conhecer melhor a essência
da cidade e seus locais históricos.
O novo aeroporto internacional de Maceió
tem o nome de Zumbi dos Palmares.
Zumbi foi um negro nascido no Quilombo
de Palmares, em 1655. Os quilombos eram
comunidades formadas por escravos que haviam
conseguido escapar de seus feitores. Lá
eles organizavam sociedades livres, e viviam
em paz. Palmares, foi um dos maiores quilombos
surgidos no Brasil, e chegou a contar com
mais de 30 mil habitantes. Zumbi foi capturado
quando tinha 6 anos, e entregue a um missionário
português. Durante este período
aprendeu a ler e escrever, mas nunca aceitou
a escravidão.
Aos 15 anos Zumbi conseguiu fugir, voltou
para o Quilombo de Palmares, e graças
à sua inteligência tornou-se
líder da comunidade. Os portugueses,
no entanto, não conseguiam aceitar
a existência de uma comunidade de
negros livres e independentes, e organizaram
a invasão e destruição
de Palmares. Zumbi foi ferido durante a
invasão, e acabou sendo morto em
1695. O Quilombo de Palmares, situado onde
um dia iria surgir o estado de Alagoas,
é considerado hoje como o maior exemplo
de efetiva contestação à
escravidão. E Zumbi, é lembrado
sempre como o maior nome brasileiro na luta
contra a opressão racial. Em sua
homenagem o 20 de novembro é comemorado
em todo país como Dia Nacional da
Consciência Negra.
A palavra Alagoas, surgiu, como se pode
imaginar, graças à existência
de muitas lagoas nesta região. Ao
lado, outro marco histórico do centro
de Maceió, o Teatro Deodoro, situado
em frente à praça de mesmo
nome. Este é um lugar de gente simples,
desprovido de firulas turísticas,
mas bem representativo das características
autênticas da cidade. É impossível
visitar Maceió sem encontrar dezenas
de barraquinhas ou restaurantes oferecendo
Tapioca, um dos pratos populares mais apreciados.
Para quem não conhece, a Tapioca
é preparada com goma de mandioca,
coco ralado e queijo. Os ingredientes são
assados e podem receber praticamente todo
tipo de recheio. Entre outros prédios
históricos do centro, vale visitar
o Palácio Floriano Peixoto, também
conhecido como Palácio dos Martírios,
construção de 1893. Também
o prédio da Assembléia Legislativa,
cuja pedra fundamental foi colocada em 1850
não pode ser esquecido. E passe também
no Sobrado do Barão de Jaraguá,
que em 1859, acolheu o imperador Pedro II
em sua vista à Maceió.
Uma caminhada por aqui nos conduz à
diversos lugares interessantes, como por
exemplo a Ladeira do Urubu, Beco do Sapo
e Rua do Veado, nomes de logradouros que
deram origem ao centro da cidade. Na hora
das compras, turistas encontram várias
alternativas. Na região litorânea,
está situada a feirinha de artesanato
da Pajuçara, que funciona a partir
do fim da tarde até a noite.
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